a ferro, fogo e alma…

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Árvore


Presépio Mezio 2010

330x 40×260


Presépio 2010

170x70x166cm

170x70x166cm


“Mar” Cardume

140x140x200cm ferro

Cardume

 

Mesmo seguindo cada um o seu próprio caminho, mesmo mudando de direcção vezes sem conta, há um íman que nos atrai para junto dos outros.

Assim formamos uma nuvem colectiva dançante, marcando o contra-ritmo de uma melodia que ecoa de geração em geração.

As nossas visões particulares pertencem a um grande grupo, que funciona como um só corpo.

No mesmo barco, a remar para o mesmo lado, a cumprir as mesmas etapas.

Apenas em tempos diferentes.

Esta dança orgânica, sem coreografia pré-definida, refaz-se a cada momento. É um ser-estar aqui-agora onde procuramos sem cessar a nossa posição no todo, num puzzle de encaixe entre a liberdade e a comunidade.

Juntos, mesmo assim, vamos viajando, vamos avançando para um outro lugar e um outro tempo, em que somos mais conhecedores das forças que se contrariam e quase chocam neste turbilhão interno.

Já nos habituámos a este jogo de espelhos, a esta proximidade distante.

Aquilo que nos avisa das mudanças a tomar – essa espécie de intuição que nos guia sem ser preciso combinarmos – acontece sem o nosso controlo.

É a dança do tempo e do espaço, onde nós habitamos e vamos conquistando, a cada dia que passa, a manifestação do nosso ser.


“Mar” Máquina de fazer ondas

175x175x210cm

Máquina de fazer ondas

No fundo do mar esconde-se a máquina de fazer ondas, que raramente pára. Responsável por agitações, centrifugações e muitas e tantas divagações, promete tudo menos a imobilidade. A máquina de fazer ondas inspira-se no movimento da água para se materializar em estrutura geradora e, nos recantos do oceano, preenche os espaços na ausência de rochas, desníveis, barcos afundados e outros obstáculos que possam causar atrito. É assim que o mar mantém o seu perpétuo vaivém. As correntes submarinas possuem dezenas destas máquinas que, invisíveis, se confundem com o transparente das águas. São também inofensivas para os seres vivos mais próximos, pois movem-se tão lentamente que só se sente o seu efeito a distâncias longínquas.

A máquina de fazer ondas enrola-se sobre si mesma numa espiral de força motriz e, se acaso tivesse sopro, produziria bolas de sabão.


“Mar” Homem-Mar

100x35x200cm ferro

Homem-Mar

 

A sombra do homem-mar projecta-se na água com agilidade.

Horas e horas passadas ao largo limaram-lhe todas as arestas, de modo a oferecer menos resistência.

O mar atravessa-o e devolve-lhe a sua silhueta, uma moldura onde cabe todo o oceano.

O homem-mar está curtido pelo sol e pelo sal e, quando se deita, ainda continua a ouvir o barulho das ondas.


“Mar” Gaivota

25x80x60cm Ferro

Gaivota

 

Todos aqueles que percorrem viagens demoradas encontram alívio no piar das gaivotas. Sabe a água salgada, mas sempre perto de terra, é a banda sonora de um cais de embarque em direcção a um ponto de chegada.

Todos aqueles que cresceram junto ao mar sentem-se perdidos sem ouvir o piar das gaivotas, tal como estranham quando não se perdem a olhar para um horizonte azul.

Viajar é para eles um estado de espírito inquieto, curioso, que lhes permite partir e chegar, reconhecer portos distantes como se fossem familiares.

O desvendar desses mistérios, pequenas diferenças de cheiros e padrões, faz parte de fugas e variações sobre o tempo, desvios voluntários para abranger ainda mais.

Todos aqueles que procuram inspiração nesse grito tornam-se receptivos ao movimento das marés, à canção das ondas e ao suave silêncio da madrugada.


“Mar” Salto da manta

93x150x155cm ferro

Salto da manta

 

Nave sem tecnologia

Viajante sem destino marcado

 

Um só corpo fluido

Na ergonomia de um salto

 

Sem membros

Sem escadas ou apoios

 

É um quase voar

Um quase planar

 

Tapete mágico

Movido a força interior

 

Um só impulso chega

Porque é o impulso certo


“Mar” Miúdo a pescar

65x75x95cm (cana 200cm) ferro

Miúdo a pescar

 

Naquele tempo, o tempo do Verão confundia-se com a duração do mar: infinito, contínuo, estendido pela paisagem como na memória. Lembro-me de alguns dias se espalharem diante de mim como um enorme espaço aberto ao meu conhecimento. Tinha a perfeita noção de que vivia com todos os sentidos alerta, de momento a momento, de descoberta em descoberta, sem parar para remoer, repetir ou ruminar. Ao ter todo o tempo do mundo, não tinha tempo a perder. Havia aquela abertura – um constante arejar dinâmico de tentativa e erro. A minha consciência era como o mar: sem limites, sem fronteiras, sem divisões.


“Mar” Cavalos-marinhos

Cavalos-marinhos

 

No mar vivem cristais, pepitas de areia brilhantes e jogos de luz que variam com a profundidade. Formam-se caleidoscópios inimagináveis quando a textura das rochas se confunde com a carapaça de certos animais. As cores ganham novos pigmentos, as formas multiplicam-se em possibilidades: moles, simétricas, espirais, prateadas, geométricas, desenhadas.

O espaço sem fim preenche-se com apontamentos de silêncio profundo, pequenos pormenores de hábitos ancestrais: os moluscos nas suas conchas, as algas como serpentinas, os milhares de seres ao sabor das correntes.

Debaixo dos vagalhões, mesmo por baixo da maior tempestade, os cavalos-marinhos namoram, a dançar.


“Mar” Chata

135x50x35cm ferro

Chata

 

O barco estava enfeitado com lanternas, bandeiras e franjas coloridas. Ao anoitecer, o cais servia de entrada para a venda de mobis de conchas, espanta-espíritos de pedras e colares de búzios.

À medida que o vento fazia tocar uma sinfonia de gotas de água, o barco abanava-se ao de leve, compensado pela resistência do mar, acrescentando brilhos inesperados a qualquer piscar de olhos.

Bóias de todas as cores sinalizavam as âncoras, como se fossem paragens, esquinas ou ruas. Marcavam caminhos, carreiros, linhas imaginárias por onde se guiava, num esforço para sentir o rumo e trilhar um percurso.

As luzes vindas da costa espelhavam-se no mar formando riscas, até chegar ao reflexo da lua, mesmo ao lado do barco.

A noite oferece-lhe claridade, o dia brinda-o com a celebração do arco-íris.


“Mar” Surf’s up, dude!

435x155x160cm ferro

Surf’s up, dude!

Quando consegui ter essa consciência do meu corpo, percebi que podia voar em cima das ondas. Às vezes penso que me bastou esse salto de fé, esse acreditar que fazia parte, e não que estava de fora. Nesse momento, conheci os bastidores do mar e pude finalmente aproximar-me da magia desse espectáculo. Descobri que muitos mais prazeres me estavam ainda reservados e que podia encontrar o meu corpo em muitas mais dimensões. Deixei que essa intuição me passasse a guiar os movimentos, permitindo que fosse vencendo, um a um, todos os meus medos. Uma e mais uma vez, cada vez com mais fé, confiei no meu instinto e dei-me tempo e calma para, com suavidade, deslizar por cima da turbulência. Foi próximo do caos, no risco que divide o perigo da loucura, que encontrei a minha paz.



“Mar” É o mar, filha

80x135x175cm ferro

É o mar, filha

Filha, apresento-te o mar.

Como vês, é imenso.

Vais voltar a vê-lo milhares de vezes e parecer-te-á que será sempre como a primeira vez.

Há muitas coisas que tens de aprender sobre ele. A maré cheia, a maré vaza, a sétima onda, os carneirinhos, para onde puxa, quando rebenta, quando levanta…

Temperaturas quentes escondem peixe-aranha, marés baixas desenterram lamujinhas, furar ondas só se fores até ao fundo.

Será que, mesmo agora, te apercebes da combinação de factores que compõem o mar?

O sal que se evapora e que salga a pele, a luz azul que divide o horizonte com salpicos de prata, o conjunto de sons efervescentes que gritam o rebentar, o espumar, o bater em pedras, o saltar as rochas, no estrondo da onda que ganha altura.

Sabes?

Medimos toda essa imensidão num segundo, quando molhamos os pés.



Escultura em Ferro – Fénix


Fénix 2010


Presépio 2009

Fui convidado para fazer um presépio em ferro para o Paço da Cultura da cidade da Guarda. A escala é de 1 para 1,5 e as figuras são lacadas a branco, de modo a contrastar com o cinzento do granito. Para além das figuras do presépio, executei uma estrela com 41 lâmpadas de LED brancas e multicolor, cinco enfeites também iluminados, e um conjunto de sinos em ferro, para serem tocados pelos visitantes.


Presépio 2009

Fui convidado para fazer um presépio em ferro para o Paço da Cultura da cidade da Guarda. A escala é de 1 para 1,5 e as figuras são lacadas a branco, de modo a contrastar com o cinzento do granito. Para além das figuras do presépio, executei uma estrela com 41 lâmpadas de LED brancas e multicolor, cinco enfeites também iluminados, e um conjunto de sinos em ferro, para serem tocados pelos visitantes.


Presépio 2

. Curiosamente, a conclusão deste deu origem a um outro presépio, desta vez particular, para o director da mesma empresa.


Presépio Farame

Na sequência da lacagem deste presépio, fiz mais um, em escala menor, para as instalações da empresa Farame / Caddy.


Guarda Roupa

Miniatura de uma actividade que não me é estranha…


Escultura em Ferro – Cinema

A escultura Cinema teve origem no pedido de um cinéfilo, que me deu total liberdade para explorar o tema. Além das figuras em ferro, a escultura tem também uma lata de película de 35 mm. Nela, uma pequena instalação faz girar um pedaço de película e projectar a imagem na parede.


Cinema

 


Ramo de Árvore

Por altura do Natal, fiz algumas peças que ofereci: uma pequena árvore, um ramo de árvore, uma paisagem, um pescador…


Pelo Natal

Por altura do Natal, fiz algumas peças que ofereci: uma pequena árvore, um ramo de árvore, uma paisagem, um pescador…


Escultura em Ferro – Ar (da Guarda)


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